Tabela SAC ou Price: qual é a melhor forma de amortização?

Tabela SAC ou Price: qual é a melhor forma de amortização?

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Quando alguém realiza o financiamento da compra de um imóvel ou de um veículo, é preciso optar por um sistema de amortização do empréstimo que vai solicitar à construtora ou ao banco. Eles determinam a forma como a dívida será quitada ao longo do prazo. Os mais comuns são o Sistema de Amortização Constante (SAC) e a Tabela Price. Contudo, qual seria o mais indicado para cada caso: tabela SAC ou Price? Em ambos, juros são pagos em cima do saldo total devedor.

Primeiramente, é preciso saber distinguir o que é sistema de amortização e o que é correção monetária. O sistema de amortização refere-se a forma como o valor do financiamento será quitado durante o contrato. Já a correção é a maneira como as prestações e o saldo devedor serão monetariamente corrigidos.

Nesse post, tiraremos algumas das suas dúvidas, a fim de que você escolha a melhor forma de amortização de sua dívida. Acompanhe!

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O que são essas tabelas?

O SAC é o Sistema de Amortização Constante, que para o realizar o cálculo das parcelas, é considerado o valor da dívida que continua o mesmo durante todo o período. Nele, os juros são maiores no início do pagamento e, a medida em que o tempo passa, eles diminuem. O grande benefício do sistema é pagar menos juros do que os que são cobrados no sistema Price. Todavia, os valores iniciais são mais elevados.

Já na Tabela Price, ao se calcular as prestações, o valor total dos juros, que serão cobrados durante todo o período, é adicionado ao principal da dívida. Posteriormente, é realizada a divisão do total pelo número de parcelas fixado em contrato. Dessa forma, há um valor de parcela constante a ser quitado, no que diz respeito ao pagamento da dívida e dos juros.

Na prática, no sistema Price paga-se, no início do parcelamento, uma parte maior relativa aos juros e uma menor referente ao principal da dívida.

Quais são as principais diferenças entre elas?

Agora, que você sabe o que é cada tabela, é necessário saber suas diferenças, a fim de escolher qual a melhor opção para você: SAC ou Price. No SAC, as parcelas iniciais são maiores, ao serem comparadas com o sistema que utiliza a Tabela Price. Todavia, como os juros são decrescentes e como a parte que é relativa ao principal da dívida continua fixo, com o passar dos meses as prestações também reduzem.

Na Tabela Price, as primeiras parcelas são menores que as cobradas se for utilizado o SAC no cálculo da amortização. Em contrapartida, pelo Price, as parcelas finais e o custo final do empréstimo serão maiores que Sistema de Amortização Constante. Com a Tabela Price, o que permanece constante é o valor da prestação. Com isso, a amortização do valor inicial da dívida será crescente a cada mês.

Dessa forma, no sistema SAC é possível amortizar mais no começo do contrato, o que faz com que a primeira prestação do financiamento seja, em média, 25% maior do que na Tabela Price, se for considerado a mesma taxa de juros. Todavia, se for comparar o valor final que foi pago no financiamento, sem considerar a correção monetária, com o SAC esse montante será 15% menor que na Price.

O que deve ser considerado ao escolher uma das formas de amortização?

Apesar do sistema de amortização estabelecido, o contrato de financiamento pode ter correção monetária. Essa correção faz com que o montante das prestações, e do saldo devedor, seja atualizado e pode ter dois formatos: pré-fixado e pós-fixado. No pré-fixado, o banco calcula uma correção e introduz esse percentual na taxa de juros do financiamento.

Já no pós-fixado, a correção é ligada a algum índice de mercado e é calculado sempre depois do fechamento do mês anterior, por isso, o nome pós-fixado. Por esta razão, se o banco utiliza o sistema pré-fixado, a taxa de juros é maior que a do modelo pós-fixado, pois já considera essa estimativa. Caso seu intuito seja quitar o financiamento no prazo de dois ou três anos, talvez seja melhor optar pela Tabela Price.

Dessa forma, as prestações ficarão menores ao longo desse período. Já se você puder pagar por uma prestação maior, ao preferir o SAC no momento da quitação, será menor seu saldo devedor.

Você curtiu nosso post? Ficou com alguma dúvida entre qual tipo de amortização escolher? Então, deixe seu comentário abaixo e compartilhe conosco a sua dúvida ou opinião sobre o assunto!

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Para quais casos cada uma das opções é mais indicada?

Como vimos, a Tabela SAC é o sistema de amortização em que as parcelas têm valores que diminuem. Ela é geralmente utilizada em financiamentos de imóveis. Nela, o contratante já se livra de uma grande parte da dívida logo na primeira parcela. Normalmente, é indicada quando se tem muito dinheiro naquele instante e se o intuito for diminuir o número de parcelas. É uma maneira de quitar tudo em um prazo menor e não correr o risco de ficar inadimplente futuramente.

Todavia, você pode ser prejudicado por mudanças nas taxas e cada mês pode ter que pagar um valor diferente. Dessa forma, você pode não conseguir se organizar antecipadamente e exige mais cuidado no momento controlar os gastos. Geralmente, para financiamentos de carros e empréstimos utiliza-se o sistema Tabela Price. Sendo mais utilizada em financiamentos de carros e sua principal particularidade, como já vimos, é o valor fixo das parcelas.

Com ela, você não depende da variação da economia. Com isso, consegue quitar aos poucos e ter um prazo mais extenso. É utilizada, por exemplo, quando se tem uma perspectiva de ter mais capital nos meses seguintes ou conseguir um aumento de salário. É preciso ser bem organizado e fazer um planejamento, a fim de todo mês ter o valor destinado ao financiamento.

Agora, que esclarecermos suas dúvidas ficou muito mais fácil escolher qual a melhor forma de amortização de seu financiamento: tabela SAC ou Price. É importante ressaltar que independentemente do sistema utilizado para realizar o cálculo da amortização, terá também um adicional da correção monetária que, como já foi mencionado, não está ligada a cobrança de juros. Esse percentual é relativo à correção do valor emprestado, considerando a inflação.

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